Cafeteria do Acre aposta em franquias para crescer no Norte e Nordeste — com suporte da Global Franchise

Cafeteria artesanal com mapa do Brasil destacando regiões Norte e Nordeste — expansão de franquias Coffee House

Uma cafeteria nascida em Rio Branco, no Acre, está desafiando um dos padrões mais enraizados do franchising brasileiro: a ideia de que marcas precisam se consolidar no Sudeste antes de ganhar escala nacional.

A Coffee House, criada pela empresária Eveline, anunciou um plano de expansão com foco inicial nas regiões Norte e Nordeste — e conta com o suporte estratégico da Global Franchise para estruturar esse crescimento.

Uma base sólida para crescer

Antes de qualquer movimento de expansão, a Coffee House já havia construído uma operação consistente. A unidade piloto em Rio Branco supera R$ 1,6 milhão de faturamento anual, com índices de rentabilidade competitivos para o segmento de alimentação.

Foi esse desempenho que chamou a atenção da Global Franchise. Com processos estruturados e um modelo de negócio com alto potencial de replicação, a marca reunia as condições essenciais para dar o próximo passo: a formatação e expansão via franchising.

O plano de expansão

A estratégia prevê a abertura de 20 unidades até o fim de 2028, com investimento médio de R$ 270 mil por operação. Na primeira fase, a rede prioriza capitais e cidades-polo com forte crescimento econômico e turístico:

Norte: Manaus, Belém, Porto Velho, Macapá, Boa Vista, Santarém e Palmas

Nordeste: Salvador, Fortaleza, Recife, Maceió, Teresina, Natal e São Luís

A escolha dessas praças considera o avanço do consumo local, o crescimento do turismo regional e o menor nível de saturação competitiva em relação às grandes capitais do Sul e Sudeste.

Por que o Norte como ponto de partida?

A decisão de expandir a partir do Norte não é apenas geográfica — é estratégica.

O mercado brasileiro de franchising ainda apresenta forte concentração no eixo Sul-Sudeste. Redes originadas nessas regiões dominam o cenário, enquanto cidades como Manaus, Belém e Fortaleza seguem com oferta limitada de marcas estruturadas no segmento de alimentação premium.

Para Artur Larangeira, COO da Global Franchise, essa lacuna representa uma oportunidade concreta:

"O mercado brasileiro ainda carrega a ideia de que marcas precisam nascer ou se consolidar primeiro no Sudeste para depois ganhar escala nacional. A Coffee House mostra o contrário, com uma operação versátil e nível de qualidade comparável ao de grandes redes internacionais."

O diferencial do modelo multiformato

Além do recorte regional, a Coffee House se destaca pelo seu formato de operação. Em um único ambiente, a rede integra:

  • ☕ Cafeteria artesanal
  • 🥐 Salgaderia
  • 🍰 Doceria
  • 🍽️ Restaurante
  • 🥪 Lanchonete
  • 🍹 Drinkeria

Essa combinação amplia as fontes de receita ao longo do dia, aumenta o ticket médio e reduz a dependência de um único segmento — um diferencial relevante para franqueados que buscam previsibilidade financeira.

Outro pilar do modelo é a produção própria, que garante controle de qualidade, eficiência logística e margens mais atrativas para a rede.

Adaptação local como estratégia

O cardápio foi desenvolvido com flexibilidade intencional: até 30% das opções podem ser adaptadas com ingredientes e pratos regionais. A medida fortalece a conexão com o público local e diferencia a Coffee House de redes com cardápios engessados.

Essa flexibilidade controlada é um dos elementos que a Global Franchise considera fundamentais em processos de expansão regional — especialmente em mercados com identidades culturais muito marcadas, como o Norte do Brasil.

O contexto do setor

O movimento da Coffee House ocorre em um momento favorável para o franchising nacional. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor faturou R$ 273,1 bilhões em 2024, com crescimento de 13,5% em relação ao ano anterior, puxado principalmente pelos segmentos de alimentação e serviços.

Para 2025 e 2026, a tendência é de continuidade — com o setor ultrapassando pela primeira vez a barreira dos R$ 300 bilhões e cada vez mais redes mirando mercados fora do eixo tradicional.

O papel da Global Franchise

Para a Global Franchise, o projeto da Coffee House representa exatamente o tipo de expansão que faz sentido no cenário atual: marcas com DNA regional forte, modelo validado e posicionamento diferenciado.

"O investidor dessas regiões é exigente e busca negócios com identidade, produto fresco e rentabilidade real. A Coffee House reúne essas características ao combinar o DNA acolhedor do Norte com um modelo de gestão estruturado para crescimento nacional."

— Artur Larangeira, COO da Global Franchise

O suporte da consultoria inclui desde a formatação do modelo de franquia até a qualificação de franqueados e o acompanhamento da expansão — garantindo que cada nova unidade aberta mantenha os padrões operacionais que tornaram o piloto bem-sucedido.


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Fonte original: N4 News

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